A primeira letra do nome que usavam para nos chamarem na infância influencia o nosso comportamento enquanto consumidores adultos.
Graças ao estudo publicado no Journal of Consumer Research, já sabemos porque é que alguns de nós conseguem passar a noite ao relento à espera do bilhete para os U2, e outros resistem inabalavelmente ao pague um compre dois.
A vontade de adquirir rapidamente, um novo bem, está relacionada com a primeira letra do nome usado em criança. Os autores do estudo analisaram a resposta a oportunidades de aquisição de bens valorizados. Constataram que quanto mais perto do fim do alfabeto a primeira letra do apelido se encontrava, mais rápida era a reacção aquisitiva.
Este "efeito do apelido" afecta quer bens reais (bilhetes para evento desportivo, dinheiro e vinho) quer ganhos hipotéticos (descontos). Os nomes adquiridos por casamento não influenciam este comportamento.
Mas como explicar este efeito? Dizem-nos, os autores do estudo, que as crianças com apelidos iniciados por letras do final do alfabeto, normalmente sentam-se no fundo da sala de aula. Estas crianças têm poucas oportunidades para interagir. Seriam normalmente preteridas pelo professor, em benefício dos alunos nas primeiras filas. Mais tarde na vida, os adultos "do-fundo-da-aula-com-apelidos-do-fundo-do-alfabeto" não querem perder as oportunidades que a vida lhes apresenta, garantido que são os primeiros a ter aquele bem tão desejado.
Várias decisões de compra não se prendem com o "comprar-ou-não" mas sim com o "quando-comprar". Por isso comece já a promover o fim-de-ano 2011 aos Zambujal e Vilas Boas, e dê ideias para o Carnaval aos Abrantes e Costa.

