As mudanças tecnológicas permitem ao consumidor novas formas de acesso e usufruto do conteúdo. O cenário muda também para os marketeers, que necessariamente terão que se focar nesta mudança e dominar três conceitos muito importantes.
De acordo com Marshall Bryce, estratega na Knotice, o consumidor actual está constantemente conectado e tem ao seu alcance várias formas de comunicar. O fascínio da constante "ligação" criou duas das maiores fontes de influência do comportamento do consumidor - a tecnologia "mobile" e as redes sociais.
Permissão
O momento é realmente desafiante. Por um lado o marketeer dispõe de uma parafernália infindável de canais de comunicação e de softwares de avaliação e tracking do comportamento do consumidor. É possível saber quem está "ligado", o que viu, o que fez, quantas vezes viu e fez, de onde veio, etc, etc.
Por outro lado, o marketeer, é só uma pequena parte de toda a informação que um consumidor tem acesso e pode processar. O primeiro terá que ser preciso, consistente, relevante, credível, oportuno e disponível. E o mais importante, o segundo só quer ser contactado se para isso der permissão e for respeitada a sua privacidade.
Privacidade
O desconforto do consumidor, com os meios de tracking, é crescente. Em alguns países, como nos E.U.A., dão-se os primeiros passos na elaboração de leis que definam a actividade dos marketeers e defendam os consumidores da recolha abusiva de informação.
As opiniões dos consumidores são difíceis de mudar, ainda mais no que toca à privacidade. Cabe ao marketeer descobrir novas formas de definir o seu target, assegurando que têm a permissão de contacto, que respeita a privacidade e que conhece as preferências do seu consumidor.
Preferência
Se existe algo em que o marketeer digital se deve concentrar é na correcta definição do ecossistema digital do seu cliente. Estar no momento certo com a mensagem certa junto do seu cliente, é cada mais difícil. Donde, o sucesso da comunicação no mundo digital dependerá de saber o quê, como e quando o cliente quer saber algo.
Os consumidores valorizam as empresas que permitem escolher entre vários canais e formatos de comunicação. Um cliente loyalty pode querer ser informado só uma vez por mês do seu saldo de pontos, mas pode querer informação pontual e actualizada sobre novas promoções.
Em conclusão, o que os marketeers digitais descobrirão é que, na época da web social, respeitar a permissão, privacidade e permissão do consumidor é, mais do que um comportamento ético, uma estratégia de marketing.

