A Comunicação interna é o patinho feio das empresas?
13 outubro 2011

A comunicação interna está a ser descurada pelas empresas, apesar de ser reconhecido o seu contributo para a criação de uma cultura corporativa e para a construção de laços de confiança entre colaboradores, revela um estudo recente, realizado este Verão pela consultora espanhola RMG & Associados, em parceria com o Fórum Internacional de Marketing.

As conclusões resultam de um questionário dirigido a directores gerais e de Marketing, bem como a profissionais e estudantes da área. Dos 164 inquiridos 69% considera que as empresas não estão a tirar proveito da comunicação interna. Das duas, uma: ou não existem acções específicas com esse fim ou são muito escassas. O grupo que partilha desta opinião divide-se: por um lado, considera-se que se está a dar mais importância à comunicação externa do que à interna (21,8%) e, por outro, que a comunicação interna das empresas existe, mas que está limitada ao nível básico (47,4%), na forma de diálogo entre o trabalhador e o seu chefe mais directo.

Cultura empresarial

O relatório mostra ainda a importância crescente do mundo digital e das suas ferramentas no campo da comunicação interna. Novas tecnologias, como a caixa de sugestões online, os fóruns ou os boletins na Internet, são consideradas por 37% dos inquiridos como as mais eficazes. Ainda assim, as reuniões e o correio electrónico continuam a ser considerados os meios mais efectivos, com 14,6% e 16,6% de referências, respectivamente.
De entre as vantagens reconhecidas à comunicação interna pelos inquiridos, a criação de uma cultura de empresa é a principal (30,2%), seguida da capacidade para eliminar rumores (20,2%), prevenir conflitos entre departamentos (12,6%) e melhorar a competitividade (12%).
Em relação a qual deve ser o departamento a assumir a responsabilidade da comunicação interna, as opiniões dividem-se: 29,4% dos inquiridos afirma que o departamento de recursos humanos é o mais idóneo para desempenhar esta tarefa; 30,2% crê que esse é um trabalho para a equipa de comunicação, enquanto 25% considera que deve estar nas mãos da direcção geral da empresa. Quanto à hipótese de a comunicação interna ser gerida por uma agência externa, a maioria (51,2%) mostra-se reticente – acreditam que uma seção interna será mais eficaz, na medida em que conhece a história e a personalidade da empresa. Apesar de tudo, 37,1% resolveria esta questão empresarial com um gabinete misto, assegurando dessa forma a imparcialidade, por um lado, e a cultura de empresa, por outro.

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