Aceder à internet em qualquer lugar, a qualquer hora está a transformar-se numa norma, quase uma necessidade. Na causa deste comportamento estão os smartphones e os tablets que liberalizaram o acesso ao mundo virtual. As necessidades de acesso à internet pela via mobile não de limitam à utilização de redes sociais e email, os consumidores querem cada vez mais aceder a sites de marca e retalho através do seu smartphone. Mas estarão os marketers a responder a esta necessidade dos consumidores e a responder às expectativas?
O estudo “Prestige 100 Mobile IQ”, da L2 Think Tank, aborda os mais variados setores de atividade como beleza/cuidados de estética, moda, hotelaria, retalho e marcas de relógios/joias, dos quais analisou os site com e-commerce e funções de loja mobile. Numa primeira abordagem, detetou-se que a maioria dispõe de sites para PC, contudo poucos têm sites mobile e menos ainda dotados de recursos e ferramentas adaptados.
O consumidor ao visitar um site mobile espera ter à sua disposição ferramentas como vídeos de produtos, acompanhamento de encomendas, comentários de utilizadores ou ligação ao Facebook, contudo a probabilidade de encontrar estes recursos para dispositivos mobile é significativamente menor do que em sites para PC.
De acordo com o estudo, a discrepância de recursos disponíveis em ambas as versões é notória. A possibilidade de aceder a um site de e-commerce numa versão PC é de 87% face aos 67% para mobile, quando procuramos um localizador de lojas as diferenças são menos acentuadas, 82% e 67% respetivamente. Contudo, quando pesquisamos recurso interativos ou informativos sobre produtos revelam-se as diferenças, a possibilidade de aceder a um vídeo é de 79% em PC e apenas 23% em mobile, quando pesquisamos informação sobre produtos numa versão mobile apenas 44% oferece uma resposta face aos 74% para PC. Finalmente, as ferramentas de acompanhamento de uma encomenda apenas está disponível em 20% das versões mobile.
Os dados revelam que a otimização das versões mobile de forma a satisfazer os consumidores ainda está muito longe das suas capacidades máximas. As empresas têm um longo caminho a percorrer, quer na pesquisa para desenvolver aplicações que vão ao encontro das necessidades e funcionalidades adequadas a cada público-alvo, quer na sua otimização para obter os resultados desejados no e-commerce mobile.
Da mesma forma que os sites mobile das empresas apenas apresentam uma parte dos conteúdos disponíveis para PC, o mesmo se reflete nas campanhas de email marketing. Segundo o estudo, 78% das marcas faz email marketing de forma ativa, 53% incluem links para versões simples de email que pode ou ser adaptável a versões mobile e apenas 24% desenvolve mensagem desenvolvidas e otimizadas para acesso através de plataformas móveis. A presença de links para aplicações, sites mobile e outras propriedades mobile é ainda menos comum.
A rápida e crescente adesão a dispositivos smartphone e tablets é uma realidade e apresenta valores bastante consideráveis quando analisados dados de comportamento do consumidor, número de dispositivos disponíveis no mercado e a preferências de utilização pelo consumidor. Se a esta análise conjugarmos as atuais tendências de mercados, é de todo notório que as empresas não estão a responder às necessidades do mercado quanto a recursos mobile.
Cada vez mais o consumidor pretende ter acesso a informação de forma rápida, prática e de qualidade, com expectativas bastante elevadas face aos recursos que as arca lhe devem apresentar. Desta forma, as empresas devem estar preparadas para responder e ultrapassar as expectativas, fidelizando o cliente.

