As Redes Sociais como fonte jornalística
27 setembro 2011

A maioria dos editores e repórteres passaram já a usar os blogs e as redes sociais online como fontes de informação, embora se mantenham algumas reservas em relação à sua credibilidade, principalmente por parte dos jornalistas de imprensa.

A conclusão resulta de uma pesquisa realizada pela empresa de software e serviços de Relações Públicas Cision e pela Escola Superior de Gestão Política da Universidade americana George Washington. Para além de funcionarem como meios de chegada, os blogs e redes sociais funcionam cada vez mais como meio de difusão das matérias noticiosas, conclui o estudo, baseado nas respostas de 371 editores e jornalistas americanos.
 
Importância das redes sociais
Cinquenta e cinco por cento dos jornalistas de imprensa e Web dizem que as redes sociais são “importantes” ou “de alguma importância” para as suas reportagens e para a produção das peças que escrevem. Os que escrevem para websites (69%) são os que mais contribuem para esta percentagem, seguidos dos que escrevem para jornais (59%) e para revistas (48%).

Pesquisa on-line
Quase nove em cada dez jornalistas (89%) dizem usar os blogs nas suas pesquisas online, embora os sites corporativos (referidos por 96%) continuem a ser a principal fonte de informação na internet. Em terceiro lugar surgem então as redes sociais, como o Facebook ou o LinkedIn, e em quarto (52%) o microblogging, de que o Twitter é o principal exemplo.
Os Jornalistas que escrevem principalmente para jornais (72%) e sites (75%) confiam mais nas redes sociais do que aqueles que escrevem para revistas (58%).

Divulgação de matéria jornalística
No âmbito das redes sociais, os Blogs (64%) são a ferramenta mais utilizada para publicar, promover e distribuir o que os jornalistas escrevem, seguidos de perto pelos sites de redes sociais (60%), e pelo microblogging (57%).

Impacto das notícias

Para medir o impacto das notícias publicadas nas redes sociais ou na Internet, a maioria dos jornalistas apoia-se em estatísticas standard como o número de visitantes do site (76%), os comentários ou pontos de vista (74%), o número de seguidores no Twitter (43%), ou os links de entrada (43%).

Credibilidade das fontes

Apesar de ampla adopção das redes sociais como um recurso, repórteres e editores preocupam-se com a sua credibilidade: Comparando com os meios tradicionais, 54% dizem que, como fontes, as redes sociais são "muito menos confiáveis", 31% dizem que são "ligeiramente menos confiáveis” e apenas 13% dizem que são “igualmente confiáveis”.

Notória, é a variação da confiança em função dos meios de comunicação. Os repórteres de meios online confiam mais: 76% dos profissionais da Web dizem que as fontes de redes sociais são menos confiáveis do que os meios tradicionais, ao passo que na imprensa há uma percentagem muito maior a dizê-lo, tanto nos jornais (91%), como nas revistas (85%). Para justificar a desconfiança, quase metade (49%) dos jornalistas refere lacunas ao nível da verificação dos factos, e o não cumprimento dos requisitos jornalísticos.
 
Motores de busca
Usado pela totalidade dos profissionais da comunicação social, o Google é o motor de busca consensual, seguido da Wikipedia (61%), Firefox (31%), Yahoo (26%), MSN/Bing (15%) e Ask (7%).

Relações Públicas
Os Jornalistas contam com os profissionais de Relações Públicas como fonte de contextualização e ponto de partida para as pesquisas de informação. A maioria recorre àqueles profissionais para agendar entrevistas e ter acesso a fontes e especialistas (44%), obter respostas (23%) e discutir pontos de vista, contextualizar a informação e para conseguir dados básicos (17%).

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