Como preparar e enviar press releases eficazes
24 agosto 2011

Os jornalistas preferem receber press releases por e-mail e querem aceder facilmente aos dados enviados. Agradecem alguma informação de enquadramento e admitem que o envio de imagens juntamente com o comunicado influencia a sua decisão de pegar ou não na matéria em causa.

Estas são algumas das conclusões de um questionário da agência de comunicação americana PWR New Media, que envolveu 200 jornalistas de todo o tipo de meios e que tinha como propósito perceber as suas preferências no que respeita aos press releases. Se trabalha na área da assessoria de imprensa ou tem curiosidade pelo tema, não deixe de ler este artigo até ao fim. Saiba como transformar um press releases em notícias e dê mais visibilidade ao seu cliente.

Tudo o que facilite a vida do jornalista e lhe permita poupar tempo – ou pelo menos não o desperdiçar – é bem-vindo. As fotos de apoio enviadas em anexo não devem ser demasiado pesadas, para não dificultar a descarga; os links não devem implicar recursos informáticos extraordinários e o contacto a usar em caso de necessidade de informação adicional deve estar facilmente perceptível.

Como é que os jornalistas recebem os press releases e como é que os querem receber

A maioria dos entrevistados disse receber normalmente os comunicados de imprensa via email, embora ainda os recebam por correio tradicional, pessoalmente e através de espaços de notícias online. A maioria diz ainda não receber press releases via fax ou RSS feed.

De qualquer forma, apontado como tal por 87% dos entrevistados, o e-mail é de longe o meio preferido para receber comunicados de imprensa. O segundo é o espaço de notícias on-line (3.5%), seguido do RSS feed (2,9%), correio tradicional (2,4%) e entrega pessoal (1,2%). As redes sociais foram mencionadas por menos de 1% dos entrevistados.

Entre as vantagens do e-mail apontadas pelos jornalistas estão a facilidade de filtragem, os benefícios para o meio ambiente e a possibilidade que oferecem de interagir rapidamente com o remetente e de anexar links e documentos. Mas há sempre forma de melhorar o formato e de adoptar boas práticas, nomeadamente ao nível do conteúdo que se coloca no espaço Assunto. Uma das respostas dizia o seguinte: “O e-mail deve conter o produto ou serviço na linha do Assunto. Trabalho na área dos produtos de beleza e os emails sobre novos produtos cujo assunto é qualquer coisa como "A Primavera está no ar" irritam-me. É preferível dizer \'Novo Perfume de Primavera Coty "ou" Cores da Primavera 2011 da Revlon", por exemplo.

Que tipo de dados pretendem receber com os press releases

Se quer incentivar o jornalista a trabalhar e a publicar a informação que lhe envia no press release, saiba que juntar alguma informação adicional pode ajudar. Para perceber que tipo de itens os jornalistas gostam de receber, a PWR New Media perguntou até que ponto era importante terem fácil acesso a determinados elementos sugeridos. O acesso via link a informação de background relevante, dados biográficos e informações de apoio foi o item mais valorizado, com 91% dos jornalistas a classificá-lo como importante ou muito importante. O envio de imagens de alta resolução para download e a disponibilização de textos num formato passível de ser copiado e colado também são bastante apreciados – 87% e 76%, respectivamente.

Imagens

O inquérito da PWR New Media confirma a importância das imagens na decisão de publicar a informação. À pergunta “É mais provável que cubra uma matéria se tiver acesso a imagens ou fotos que a suportem?”, 79% admitiu que o envio das mesmas aumenta as hipóteses de um comunicado de imprensa vir a ser lido e usado, uma vez que torna desnecessária uma pesquisa e selecção que pode consumir muito tempo. Em relação a questionários anteriores, a novidade está na crescente variedade de formas através das quais os profissionais de comunicação podem apresentar as imagens: para além do formato em alta resolução (87%), os jornalistas começam a também a agradecer as imagens em baixa resolução (44%) para web, os códigos que lhes permitem pegar numa imagem e reutilizá-la facilmente (32%), e os dispositivos de imagens transferíveis para o seu próprio site (22%). O logotipo da marca ou entidade em questão é relevante para 41%.

Vídeo e Conteúdo Web

O interesse dos jornalistas por vídeos de qualidade para web cresceu face a anteriores inquéritos, reflectindo o aumento da procura de informação para conteúdos de Internet. Estes vídeos são importantes ou muito importantes para 30% dos entrevistados, enquanto o acesso a vídeos de qualidade para transmissão apenas foi considerado como tal para 22% e a questão do código de transferência foi valorizada por 23%. Áudio (23%), áudio para download (16%), slideshows (21%), links para blogs relevantes (44%) e chat boxes (7%) foram também classificados de importantes ou muito importantes, embora por um universo mais reduzido de jornalistas. Os anexos pesados são sempre de evitar.

Social Media

Os resultados do questionário confirmaram ainda a ascensão das redes sociais. Mais de um terço dos jornalistas (38%) classifica de importantes ou muito importantes as informações de acesso às redes sociais das marcas, uma vez que estas plataformas facilitam o seu acompanhamento permanente. Importantes ou muito importantes foram também considerados os bookmarks para 25% dos entrevistados – pela facilidade de partilha e arquivo –, os links para os RSS Feed das marcas (21%) e os ícones “Tweet this” para partilha do comunicado no Twitter (16%). Conforme resumiu um dos jornalistas, apreciador deste tipo de recursos, “se é uma marca que gosto, sigo-a no Facebook ou no Twitter, para me manter ao corrente das próximas novidades”.

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