Social Media - Tendências para o Verão 2011
16 maio 2011

Plataformas que começaram por ser "uns sites para miúdos" são hoje espaços de partilha social e empresarial de proporções e influência ilimitadas e, por isso, verdadeiras ferramentas de negócio a ter em conta. As ideias por detrás dos sites podem ser mais ou menos inovadoras, mais ou menos criativas, mas o segredo do sucesso tem um denominador comum: a capacidade natural que estas redes têm para multiplicar os seus membros e para crescer sem constrangimentos geográficos, e a possibilidade que oferecem, em paralelo, de seleccionar o público-alvo em função de um qualquer critério.

De acordo com um estudo da Forrester Research, o investimento do sector B2B nas redes sociais explodirá dos $11M em 2009 para os $54M em 2014. Não é difícil acreditar nesta previsão, quando vemos surgir novas aplicações a um ritmo vertiginoso, que redefinem a interacção entre marcas e consumidores e transferem o poder para o cliente, como acontece em Sites como o da bem-sucedida Groupon.

Há imensos exemplos, mas alguns destacam-se entre um mar de opções e soluções e, como tal, merecem a nossa atenção. Conheça as cores do Verão social 2011, segundo o site B2C.

Onde estamos? Onde vamos? Onde?
A Localização sempre foi um aspecto importante para as marcas. A Starbucks, por exemplo, abre 3 a 4 lojas o mais perto possível umas das outras e o comércio tradicional define-se pela proximidade ao seu público.

Aplicações sociais como a Shopkick ou a Foursquare, usam a localização como um valor acrescentado para o cliente e para a marca. Através delas, os pequenos comerciantes locais podem fazer chegar promoções aos telemóveis dos utilizadores que se encontrem nas redondezas. Para estes, um simples passeio pode-se transformar numa caça à pechincha. E se a promoção não lhe agradar, é caso para dizer vá andando.

Graças à Shopkick, existe (mais) uma boa razão para visitar a sua loja preferida. E basta entrar para acumular "kickbucks", que poderão ser trocados na próxima compra.

Também a restauração entra neste jogo com o Foodspotting. Tecnologias como a Xtify\'s geo-location permitem às marcas adaptar as promoções em função da hora, localização e hábitos do cliente.

Quantos mais melhor
Junto os amigos, e se estes não chegarem envie um pedido a todos os estranhos que encontrar por aí - nas redes sociais, entenda-se! O importante é alcançar o número que dá acesso àquela maravilhosa promoção ou a um fabuloso desconto.

A meteórica ascensão da Groupon torna a partilha uma proveitosa virtude. A máxima “juntos venceremos” torna-se uma verdade, que beneficia não só os consumidores como as próprias marcas. Apercebendo-se disto vários são os projectos que seguem na esteira da Gropon, tais como o Living Social ou o BuyWithMe. A própria mega cadeia Wal-Mart lançou o serviço CrowdSaver.

Fale com quem se interessa
Provavelmente, aquele que já era o maior desafio para as marcas, será ainda mais difícil de alcançar. Como garantir a atenção do utilizador no meio de tanta informação?

Após a voracidade inicial, os utilizadores de redes sociais começam a ser criteriosos na informação que deixam chegar às suas páginas, bloqueando os feeds que menos lhes interessam.

As marcas lutam por ganhar relevo e garantir a dispersão do seu conteúdo. Para além da melhoria dos próprios conteúdos, a guerra também se trava na forma como estes chegam ao utilizador. Plataformas como a Cadmus filtram os utilizadores com base nos seus padrões de leitura e navegação.

Pesquisa social
Tal como já publicámos em vários artigos no blog da Add, o word-of-mouth virtual é um dos principais formadores de opinião e elemento influenciador de decisão na compra de bens ou serviços. E se a Google acha que algo é importante, então provavelmente é muito importante.

A pesquisa tal como a conhecemos não desaparecerá, mas irá integrar-se com a social media. Para as marcas, é importante aproveitar esta tendência, pelo potencial que têm estas sinergias no aumento do tráfego para os sites próprios.

Mobile-se
Segundo a comScore, 65 milhões de utilizadores do Facebook acedem através de equipamentos portáteis. E fazem-no com a mesma frequência e duração que os utilizadores de computadores desktop.
Junte-se esta informação às estrondosas vendas de tablets, e não há como errar o resultado: O futuro é portátil.

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