São vários os países que adoptaram a utilização de imagens chocantes nos maços de tabaco. O Brasil e a França estão entre alguns exemplos mais próximos de nós. Mas será que a utilização de imagens e cores mais agressivas pode diminuir o consumo de tabaco? Qual o papel do packaging nesta escolha?
Segundo alguns estudos publicados na PubMed, a utilização de avisos de grandes proporções e graficamente fortes é mais eficiente na comunicação dos malefícios do tabaco aos adultos Norte-Americanos. Os estudos também apontam para a possibilidade das cores e das descrições do produto provocarem falsas percepções sobre os riscos para a saúde.
Os adolescentes são particularmente susceptíveis às marcas, e ao "status" conferido por estas. Desta forma, a diminuição dos elementos de branding de um maço diminui as percepções positivas associadas à posse do mesmo. Em conjunto, aumentar e tornar mais vívidos os avisos contribui para diminuir a atractividade da embalagem para aqueles que correm o risco de iniciar o comportamento de consumo.
Os estudos conduzidos desde 2006 mostram uma tendência comum: Quanto menos "branding" e melhores avisos dos malefícios, menor a probabilidade de um adolescente iniciar o consumo.

